A ciência da interpretação cabalística das Sagradas Escrituras (Bíblia) e a ciência da doutrina e da disciplina que derivam dessa interpretação, constituem a ciência oculta, ciência coberta, ciência cobridora, ciência do coberto.
A ciência oculta é uma “religião”, no sentido etimológico dessa palavra – religere, religar – , isto é, ela é uma hipótese cosmogônica, uma explicação completa dos fenômenos da natureza e dos fatos da história, das relações desses fenômenos e desses fatos entre si, e com o fenômeno universal.
Tradicional e constante, na doutrina que propõe, e, na disciplina que impõe, essa religião varia, nas diferentes seitas, pelo simbolismo adotado, pela formulação escolhida, a diferença entre as seitas estando nas formulas empregadas, e, não, nas ciências ensinadas.
Na sua origem, historicamente acessível, ela se apresenta com a pretensão de ser a única explicação natural, e, a única conclusão lógica do que é observável. Ela desabrochou no hebro-paganismo, submissão efetiva de todos os paganismos à iniciação judaica, tornada senhora da ciência oculta, fixada pelos judeus nos seus livros, com os métodos mais perfeitos, os segredos mais profundos, as regras mais completas de conduta dos adeptos.
Dando da natureza, da história e das escrituras, uma explicação diferente daquela imposta pelo hebro-paganismo, a pregação evangélica arruinou o paganismo e isolou o judaísmo. Este, no entanto, permanece muito potente por causa dos seus ensinamentos tradicionais, e pela transmissão oral da ciência oculta.
Depois de ter tentado abafar, pela força então ao seu serviço, o ensinamento do Cristo individual, em seguida o da sua Igreja, Cristo social, o judaísmo fixou sua tradição oral nos livros iniciáticos muito secretos, a fim de neles conservar os métodos cabalísticos de interpretação dos fatos e textos dos evangelhos.
Desde então, o judaísmo trabalha na destruição progressiva da Igreja, através de infiltrações secretas, com o objetivo de reconstituir o hebro-paganismo na Judeu-Maçonaria.Os métodos empregados para atingir esse objetivo consiste na corrupção e na destruição, ”a dissolução“ das tradições e instituições provenientes do cristianismo, e, na sua substituição por crenças e organizações, ”coagulações” inspiradas pela ciência oculta.
A história dos povos não é outra coisa senão o resultado desse “trabalho”, dessa luta do cotidiano contra a Igreja. As revoluções e as guerras, as heresias e os cismas, a prosperidade e a decadência das nações, eleitas ou condenadas por Israel, são apenas os fatos exteriores dessa conspiração oculta contra a Igreja. Entre esses fatos, complôs parcialmente bem sucedidos, aguardando “o grande dia” do triunfo definitivo, alguns ocupam um lugar particularmente importante face aos seus resultados aparentes, porém, todos, são esforços convergentes, feitos por sua vez, em todos os terrenos, visando a um resultado formidável, termo de todas as evoluções, consagração da divinização do povo-deus, por sua dominação sobre todos os povos profanos.
Todos os autores ocultos consideram essa sucessão dos fatos passados, presentes, ou futuros, como o próprio fundamento da história. A interpretação dos fatos da história, e dos fenômenos da natureza, é conhecido, conservado e propagado somente pelo judeu, por meio da tradição cabalística, única fonte de iniciação, e foco principal da ciência oculta. A Cabala é a tradição dos rabinos, sendo, assim, um vasto sistema criptográfico, que cobre “a verdade”, que faz um “mistério” da palavra, e da sua exploração lucrativa.
Despojado do seu simbolismo apavorante, traduzido em termos categóricos, e reduzido à sua expressão mais simples, o ensinamento, dado pela ciência oculta, é o seguinte:
“A matéria prima da alma, e de todos os seres, a substância incompleta, o não ser primordial, o eterno in fieri, é o sujeito natural, universal, indiferente a todas as formas, transformações cósmicas, siderais, minerais, vegetais, animais e humanas.
“Essa substância existe em si mesma, por ela própria, e para ela própria.
“Ela é imensa, porque ultrapassa, incessantemente, todos os limites da sua extensão atual.
“É todo-poderosa, porque pode, à sua vontade, manter ou aumentar, diminuir, destruir e transmutar a natureza dessas transformações.
“Assume maneiras invariáveis de se manifestar ela mesma a si própria.
“Entre essas maneiras de ser, ela escolheu a modalidade intelectual para se conhecer a si própria, a modalidade volitiva para aderir a todas essas realizações, a modalidade sensitiva, para gerar de si mesma num bem-estar sempre novo.
“Entre as modalidades sensitivas, escolheu a modalidade sexual como expressão da felicidade suprema, e do seu poder criador”.
Essa é, sob uma forma filosófica, a grande verdade ensinada pela ciência oculta de todos os tempos e de todos os países, de todas as seitas, de todas as iniciações. Esse é o grande segredo da Judeu-Maçonaria, sucessora do hebro-paganismo, segredo contido nos livros ocultos, sobre os quais repousam os Talmudes, e, que são, com os livros védicos e órficos, os rituais pagãos, a mais alta expressão de piedade que “maçoniza”, isto é, que funda e aumenta a família.
Em última análise, e noutros termos, a ciência oculta ensina a divinização progressiva do homem pela ampliação fantasticamente mundial da sua paternidade carnal, a formação progressiva da divindade pelo crescimento progressivo do homem procriador, consciente da sua energia geradora.
Segundo a ciência oculta, com efeito, o único princípio de todas as manifestações, do ser e da vida, é o princípio concreto da geração carnal.
Inacessível nos confins do incompreensível, busca-se encarar, em toda a sua universalidade, esse princípio que se torna sensível e observável nas fenomenalidades restritas e particulares, onde ele se revela analogicamente pela união funcional dos geradores, realizando, em todos os graus, a trimurti oculta.
O mundo é um “imenso leito nupcial, sem cortinas nem alcova”, onde a universalidade dos seres procede continuamente ao ato carnal, sob todas as formas e em todas as modalidades, nas quais a única substância primordial se compraz em tentar sua potência essencial de se bissexuar, e, de realizar a trimurti oculta.
Difusa no universo, essa substância primordial, energia ativa, se localiza em certos pontos e em certos órgãos. O conjunto dessas difusões e localizações constitui o Panteo, gozo consciente da universal carnalidade.
As orgias astrais e os cios planetários, os contatos físicos e as reações químicas, as cópulas fisiológicas e os conflitos sociais, não passam de lugares desse bem estar divino, ao mesmo tempo os constituintes e os limites da divindade.
O homem é o atual limite de todas as evoluções que o precederam, sem cujo nascimento o mundo não seria mais que um aborto. Termo de todas as tentativas de procriação panteística, síntese reduzida do universo, microcosmo no macrocosmo, o homem não difere da divindade total senão pela intermitência e localização da sua energia procriativa limitada, enquanto que ela é um deus sem limite, universal e contínuo.
A ambição, a necessidade superior e o poder supremo do homem são de molde a desenvolver, nele, essa energia, por seu crescimento indefinido, até à “ universalização”.
Entre o deus-universo e o deus-homem, a natureza tenta, de todas as maneiras realizáveis essa trimurti em ato, que se manifesta em todos os graus possíveis da divindade, desde a inconsciência daquilo que é chamado “matéria”, até a consciência desse que, no homem, é chamado “espírito”, passando pelos estados sucessivos dos diferentes “corpos”. Porém, matéria, espírito e corpo não passam de três modalidades diferentes da única matéria energética, e, essas três modalidades se encontram reunidas somente no homem atual, fase evolutiva do “deus em perpétuo vir o ser”, fase mais próxima da divindade do que aquelas que o precederam, e superior a elas, mas, inferior àquelas que se seguirão na “humanidade futura”, dando realidade ao “super-homem”.
Em relação a essa humanidade futura, a humanidade atual não passa de um vil rebanho de produtores e reprodutores, como é, em relação à humanidade atual, a “sub-humanidade, o animal, tornado besta explorado pelo homem; por sua vez, o super-homem não será mais, um dia, senão o escravo das formas humanas a vir, sem cessar, mais aproximadas da divindade.
O objetivo da ciência oculta, – ciência da geração –, é propor as condições e os meios dessa marcha à divindade, e permitir aos seus iniciados o acesso às humanidades sucessivas.
Assim sendo, as analogias “panandrogênicas” da ciência oculta, o universo se apresenta, então, como um conjunto de fenômenos idênticos na sua constituição, e diferentes nas suas “formas”; os fenômenos particulares não sendo mais que maneiras de ser, localizadas e transitórias, da matéria universal que busca, sem jamais poder encontrar, sua forma definitiva, mas que realiza, progressivamente, sob a ação dos “grandes iniciados”, o aperfeiçoamento indefinido das modalidades humanas.
Se bem que, num tal sistema, toda classificação seja, evidentemente, arbitrária, a ciência oculta admite três planos do universo, três mundos no mundo: o mundo cósmico, o mundo fisiológico, e, o mundo sociológico, tudo confundido no mundo divino, Pantéia, que abrange todos.
A analogia orgânica desses três mundos é estabelecida pela permanência trimúrtica da sua constituição.
No mundo cósmico, os geradores são: o sol e a lua. Os planetas são as fases mistagógicas da sua união.
No mundo fisiológico, aliás, confuso pelas atrações magnéticas, nos contatos físicos e nas afinidades químicas, os geradores se distinguem, organicamente, cada vez mais, nas sexualidades florais e bestiais, até a perfeição humana que, andrógina, realiza o tipo divino da união funcional, pela consciência adquirida da energia geradora.
No mundo sociológico, o sol e a lua são os “iniciados”, “intelectuais”, e os “profanos”. A ação do intelectual sobre os profanos é, fisiologicamente, análoga à de todos os geradores. Todos os meios lhe são bons para chegar aos seus fins que, para tanto, emprega o amor fisiológico: sedução, violência, rapto, corrupção, mentira...
O judeu se considera como o sol humanitário, o macho, em face do qual os outros povos são apenas fêmeas a serem fecundadas, a fim de assegurar a vinda da era messiânica. Para realizar essa fecundação sociológica, o judeu se prolonga organicamente, através de sociedades secretas, procriadas por ele a fim de espalhar, por todos, sua semente iniciática. Pelas fases sucessivas dessas fecundações, ou “conversões”, as lutas entre parentes, que procriam as crianças, constituem as famílias. As lutas entre as famílias, que procriam as castas, constituem as tribos. As lutas entre tribos, que procriam as nações, provocam rivalidades entre as nações, capazes de realizar “a república universal”, submissa ao deus da humanidade, o judeu da Cabala.
Todos os mitos das religiões esotéricas, e das seitas, são tirados de um ou de vários desses planos convencionais. O esforço principal das sociedades secretas tem, por objetivo, reproduzir, nesses planos, as tradições religiosas de todos os povos.
As mitologias orientais, sobretudo, buscando representar-se no plano cósmico, por cosmogonias muito complicadas, onde muitos se perdem no embaraço das supostas evoluções da geração universal.
As mitologias greco-romanas adotaram, de preferência, os mitos antropomórficos no plano fisiológico, e, os iniciadores modernos, se esforçam por aí encontrar o cristianismo.
As mitologias modernas se comprazem, sobretudo, no plano sociológico, onde o ideal humanitário é oferecido como objetivo à “luta de classes”, numa tentativa de pôr em prática internacional os dados da ciência oculta.
O judaísmo tem a pretensão, legitimada pelos fatos, de ser o único a abarcar, no seu mito bíblico, a universalidade dos seres e do seu devir, na universalidade dos planos cosmogônicos. É ele quem, na fase da pregação evangélica, tentou sua adaptação ao ensino iniciático, pela gnose, e suas derivações sectárias ou heréticas.
Através dessas iniciações misteriosas, o adepto é ameaçado a considerar todas os fenômenos como manifestações inumeráveis da potência procriadora, como formas ou modalidades da única substancia existente por si mesma, quer seja o éter, quer seja o banho energético no qual vivem todos os seres, quer seja, localizado, o calor ativo das reproduções individuais.
Para todos os iniciados, a única ciência, a ciência sintética, é a da evolução universal da matéria energética em ato, a ciência aplicada da ação do homem sobre essa matéria, através do uso racional dos instrumentos naturais da fornicação fisiológica e sociológica, pela utilização metódica das “forças ocultas” da natureza.
As forças secretas, que os sábios denominam com cem nomes diferentes, são, muito simplesmente, e sempre, a matéria ativa, a substância incompleta, a energia primordial, o esperma-deus, que toma forma nos fenômenos, à imagem do qual é feito o homem-deus, redução do universo-deus, resumo de todas as formas essenciais do único “elemento”, lugar da circulação torrencial de todas as modalidades da matéria, separadas, noutra parte que não nela, nas fenomenalidades distintas.
Essa maneira de ser estabeleceu nos homens, e, por eles, no mundo, relações misteriosas entre o mundo e o homem. O conhecimento, e a utilização dessas relações, permitem as progressivas ascensões do iniciado, até a inatingível divindade. As teorias da metempsicose, da migração das almas, e outras, são expressões truncadas dessa concepção panandrogênica, na qual o panteísmo judaico é exposto completamente, e, cuja teoria, é a utilização prática.
A Teurgia tem como objeto a condensação, no teurgo, da matéria ativa, por meios, em lugares, e com objetivos que vão além desses possibilitados pela limitação dos órgãos. Ela tem, como resultado, a produção de “grandes fenômenos”, fenômenos super-humanos, isto é, que ultrapassam os poderes da humanidade atual. A realização dos “grandes fenômenos” assegura a multiplicação dos adeptos, e a glorificação dos iniciados.
A Teurgia coloca o “adivinho” mais alto que a humanidade, num estado de ampliação que o aproxima do “divino”. Assim, para atingir seus fins, o teurgo não recua diante de nenhum meio que lhe permita liberar, em seu proveito, a matéria ativa, da qual necessita para produzir esses “grandes fenômenos”. Ele pratica e ritualiza, a fim de celebrar o culto da sua religião, os orgasmos obscenos, a polução e o crime.
Certos homens, como pretendem, possuiriam um poder real e especial, adquirido sobre a natureza, pelo conhecimento e o desencadeamento de ações das forças secretas conhecidas somente por eles? Existem, realmente, essas forças secretas, e, devem ser consideradas como parte ativa da matéria energética?
Se bem que a ciência teúrgica seja um emaranhado formidável de lamentável superstição, na sua doutrina e aplicações, nos procedimentos do seu ensino, nos conhecimentos que ela conserva e propaga, nas práticas que aconselha, é, no entanto, bem evidente, que somente no estudo dessa ciência que se pode esperar descobrir os ensinamentos precisos sobre as pretensões teúrgicas, sobre os métodos, os resultados e as realidades da “magia” e da “adivinhação”. É, portanto, sempre na Cabala, que é preciso pesquisar como são ensinadas as aplicações teúrgicas da ciência oculta.
Os teúrgos atribuem às relações surpreendentes que eles pretendem estabelecer, entre os fenômenos do universo, ao desencadeamento de um “fluído”, sem a existência do qual, reconhecem, seus procedimentos não passariam de engodos. Eles afirmam que esse fluido existe, princípio concreto do instinto de geração, e, do ardor genital decorrente. Admitem ter o poder de se carregarem desse fluido, e, de projetá-lo à vontade sobre os organismos menos carregados que eles, e de se colocarem, assim, num estado físico e fisiológico de condensadores e distribuidores de energia natural, tornando-se capazes de atordoar e dominar, por meio de pretensas trocas fluídicas.
Em tais condições de prerrogativas da natureza humana, está, evidentemente, na natureza do homem, tender à perfeição de um tal exercício e poder. Ora, essa perfeição consistiria, para o hipnotizador, na identificação perfeita do seu estado fisiológico com a atmosfera fluídica, e, para o hipnotizado, na identificação do seu estado com o do hipnotizador; em conseqüência, também, com a atmosfera fluídica. O último termo da perfeição humana seria, portanto, a absorção total da energia do homem no equilíbrio meteórico do universo, a destruição final da sua personalidade, que seria a destruição do seu principal atributo.
De fato, é semelhante perfeição que se propõem as iniciações orientais, das quais certas seitas têm buscado introduzir, no Ocidente, as doutrinas e os ritos, mais ou menos transformados e adotados.
A pretensão dos teúrgos de serem os únicos condensadores e distribuidores do fluido universal suposto, é conseqüência das concepções cosmogônicas da ciência oculta, tal como é exposta pelos iniciadores, com as formulações que se adaptam ao seu esoterismo, das crenças e tradições nacionais. Pensam encontrar sua legitimação na efetiva obvenção de fenômenos reais, ou charlatanescos, que têm sua explicação no magnetismo e na demonologia.
As explicações da ciência oculta descrevem, minuciosa, porém, ocultamente, as analogias que os grandes iniciados teriam a faculdade gnóstica de ver, entre as diferentes ordens de fenômenos, aplicando-se o mesmo método à análise dos elementos sociais, econômicos, intelectuais, civis, políticos, religiosos...
Um caos de fórmulas, qüiprocós, para os profanos, claro para os adeptos, permite apresentar as idéias, as mais disparatadas, e os projetos, os mais inumanos, sob a forma de histórias variadas, aparentemente absurdas e vazias de sentido.
É imperativo fazer-se uma escolha entre as exposições que convêm interpretar nesse espírito, das quais, as mais remotamente conhecidas, são as cosmogônicas e os mitos hebro-pagãos, de Sanchoniaton, Hermes, Zend-Avesta, Manu, a Bíblia Cabalística, e, dos quais, os mais recentes, são os documentos das diversas sociedades secretas, da Gnose à F.: M.:.
O judeu rabínico se considera como o teúrgo humanitário, o macho para o qual as outras nações não passam de órgãos de parturição, destinadas a desaparecer, como os partos, quando terminam sua função. Quando as sociedades secretas tiverem conduzido a humanidade à era messiânica, restará o judeu como deus da humanidade, em benefício do qual se interpretarão, definitivamente, o simbolismo da natureza, o simbolismo escritural das Sagradas Escrituras (Bíblia), e, o simbolismo litúrgico das igrejas reformadas (protestantes).
domingo, 2 de maio de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Contra as heresias. A Cabala
III
A CABALA
Como se crê o senhor do mundo pelo ocultismo, o judeu é o senhor do ocultismo pela Cabala.
Segundo a Cabala, a Bíblia seria a redação, por Moisés e seus continuadores, da cosmogonia da geração.
Mago e teurgo, Moisés teria inventado para os hebreus, a fim de que eles o transmitissem, um resumo simbólico da doutrina oculta. Porém, ele não é dado, senão, por uma tradição oral, que é a Cabala, as regras de interpretação desse resumo.
Através de uma sábia “operação”, Moisés teria “maçonizado” o povo judeu, de maneira a torná-lo capaz, por sua vez, de “maçonizar” os outros povos.
Pela redação das Sagradas Escrituras (bíblica), Moisés teria permitido a submissão efetiva à iniciação judaica de todos os paganismos, da qual o cristianismo seria uma forma tardia e grosseira.
Exposição maravilhosa da divindade; das leis de constituição e evolução do universo; das profecias a se realizar; das leis a observar; e, do programa a seguir para se conformar a essas leis; dos meios a empregar para executar esse programa; e, para pôr os povos na esperança da sua realização, a Sagrada Escritura (bíblia) é “a revolução”.
Todo o esforço judaico, no curso dos séculos, não teve outro objetivo senão conformar as crenças e as tradições dos povos à cosmogonia das Sagradas Escrituras (bíblica), assim como o esforço mosaico permitiu a conformação de Israel a essa mesma cosmogonia.
No momento em que o resultado desejado estava sendo esperado no mundo hebro-pagão, Jesus, propondo uma outra interpretação dos textos mosaicos, impôs aos judeus refazer o mesmo esforço, no mundo cristão, que tinha sido necessário à sujeição do mundo pagão à Cabala judia. Esse esforço se produziu nas sociedades cristãs com os mesmos métodos, e sobre as mesmas bases que permitiram seu sucesso nas civilizações antigas.
A complexidade misteriosa da redação mosaica reside, essencialmente, naquela que Moisés deu à língua hebraica pela constituição do seu alfabeto. É indispensável conhecer o estranho emprego, que fazem desse alfabeto os rabinos cabalistas, para apreciar os métodos iniciáticos, por meio dos quais esses rabinos conservam e propagam, nas sociedades humanas, a doutrina e a disciplina judeu-maçônica.
Do ponto de vista lingüístico, o hebraico se apresenta como integrante de um sistema comum a todas as línguas semíticas. Como o conhecemos pelos textos bíblicos, ele parece o mais próximo ao tipo arcaico primitivo, do qual os outros alfabetos da mesma família diferem, pela configuração linear dos seus caracteres, pelo número e lugar dos seus caracteres, na série alfabética.
Nesse sistema, os mesmos caracteres são, ao mesmo tempo, letras de alfabeto e algarismos numéricos. As prolações vocais, correspondentes aos sinais alfabéticos, não determinam as modulações secundárias chamadas vogais. Determinam apenas as consoantes.
Essa constituição alfabética põe, em relação positiva, as letras e os algarismos, e, em conseqüência, as palavras e os números. Na ausência da fixação da pronúncia por pontos-vogais, outros procedimentos, ela deixa indecisa a significação das palavras.
Posta em uso pelos cabalistas, ela dá resultados surpreendentes. Uma palavra tem só um número, mas, a um número, corresponde uma quantidade de palavras, essas todas cujas letras algarismos, adicionados, dão esse número. Não se pode imaginar a quais inverossímeis combinações permite chegar um texto, estabelecido pela criptografia mais indecifrável, se, sem nenhuma outra razão que não seja seu bel-prazer, os rabinos, não tendo considerável e convencionalmente limitado, a um número relativamente restrito, aquelas combinações das quais decidiram fazer uso, numa época desconhecida, mas seguindo uma tradição muito antiga e disciplinada.
Essa criptografia “aritmoléxica” foi, ainda, mais complicada pelos cabalistas, que admitem outros dois valores para os caracteres alfabéticos: um valor ideológico, dado pelo sentido do nome atribuído a cada caráter, e, um valor ideográfico ou hieroglífico, determinado pela configuração linear desse caracter.
Essa configuração linear, por certo, não seria outra coisa senão a estilização do fenômeno natural designado pelo sentido do nome dessa letra, de maneira que esse fenômeno, em si próprio, na sua realidade, corresponderia a essa letra.
Os nomes naturais das letras seriam obtidos pelos sons da sua prolação: A, Ba, Ca, Da..., sons que, aliás, deram seu nome ao alfabeto árabe “Abogado”, vizinho próximo do alfabeto hebreu. Mas, os rabinos trocaram esses nomes naturais, que poderiam ter um sentido, por denominações pedagógicas, usados muito antigamente.
Estas são análogas àquelas empregadas por nossos modernos instrutores *, quando querem fixar, na mente dos seus alunos, a correspondência dos sinais (ortográficos) e dos sons. Eles os relacionam a uma imagem, representando um objeto cujo nome tem por primeira letra aquela a memorizar, o próprio nome do objeto representado: Ana, balaio, canário, dado ...
Nessas condições, se se considera, por exemplo, a segunda letra do alfabeto, cuja correspondência fonética é: B, cuja denominação pedagógica é: Beth, o valor numérico: 2, o valor ideológico: casa, sentido da palavra Beth, e cujo hieróglifo é considerado como a representação de uma casa, dá-se conta que a letra B será, indiferentemente, representada pelo algarismo 2, pelo som B, por seu caráter alfabético, e, pelo fenômeno “casa”, tomado em todas as acepções complexas que os rabinos atribuem a esse fenômeno.
A complexidade misteriosa da redação das Sagradas Escrituras (bíblica), e sua interpretação cabalística, reside, essencialmente, nessa constituição alfabética, que estabeleceu uma relação positiva entre os algarismos, as linhas, as idéias e os fenômenos; em conseqüência, entre as palavras, os nomes, as figuras e a natureza toda.
Nas iniciações, essas relações podem ser apresentadas por uma ou outra, ou por várias ao mesmo tempo, dessas relações. A sucessão e reunião dos números ou figuras, símbolos ou fenômenos, podem constituir um texto tão preciso quanto a sucessão e reunião das letras em palavras, e das palavras em frases. É suficiente saber lê-las e interpretar. A Cabala ensina essa leitura e essa interpretação.
* N.d.t. :no original “instituteurs”, professores das primeiras séries, professores primários.
A Cabala é o conjunto dos procedimentos didáticos, essencialmente arbitrários, mas praticamente restritos a regras fixas, segundo os quais os rabinos interpretam os textos das Sagradas Escrituras (Bíblia), os fatos da história e os fenômenos da natureza, a fim de adaptá-los às suas concepções esotéricas.
No hebraico rabínico, a palavra Cabala significa “aceito, imposto”, o que é, na ordem das idéias, o que é a moda na ordem dos tecidos. Essa palavra é traduzida por “tradição”, mas trata-se de uma tradição instável.
A Cabala emprega três procedimentos para a exposição da palavra de Deus, formulada pelas Escrituras, três procedimentos de investigação usados para a interpretação de textos bíblicos, nas obras de literatura talmúdica, e noutras composições das Sagradas Escrituras (bíblicas): a Gamatria, a Notaricone e a Temurase.
Aritmética, a Gamatria troca as palavras por outras, com outra significação, mas de um mesmo valor numérico. Figurativa, ela faz ver, nas particularidades de forma, ou de posição das letras, os símbolos enquanto mistérios. Arquitetonicamente, apresenta esses mesmos símbolos na disposição e dimensões dos edifícios descritos na Bíblia.
A Gamatria recebe sua aplicação no segredo das iniciações, nos livros ocultos, na adivinhação pelas cartas e sortes, na bruxaria e magia operativa, na identificação dos diferentes fenômenos da natureza com as letras do alfabeto. A geomancia, a hidromancia, a astrologia... todas as adivinhações fundadas na interpretação do simbolismo dos fenômenos naturais, nela se relacionam, bem como a figuração desse simbolismo, na construção dos edifícios maçônicos, das pedras e na orientação dos templos. Ela busca conter, ou transformar, no mesmo espírito, todos os edifícios e monumentos públicos, com a cumplicidade dos representantes da autoridade social, que aceita substituir, por torres e bacias simbólicas * as cruzes e imagens dos santos, nas sociedades cristãs.
Todos os procedimentos da Gamatria são assaz pouco conhecidos, para conservar, aos olhos dos profanos, um ar do outro mundo, porém, estão muito comprometidos para que seus iniciadores e exploradores levantem, espontaneamente, os véus que cobrem, a quase todos os olhos, sua origem cabalística e seu verdadeiro nome: embuste rabínico.
* N.d.t. : p.ex. o edifício do Congresso, em Brasília
A Notaricone forma palavras novas pela reunião das iniciais, ou dos finais, das palavras de um texto, ou tomando como iniciais, e como finais, as letras constitutivas de uma palavra.
Foi o emprego desse procedimento que presidiu a constituição da palavra “ichtus”, peixe, que serviu de sinal de identificação aos primeiros cristãos. Essa palavra, formada pelas letras iniciais do texto: Iesus Xristos Uios Sóter – Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador, – é como uma reabilitação, pela Igreja nascente, de um procedimento corrompido pelos rabinos, de uma tradição deformada pelos cabalistas.
A Temurase troca as letras, compondo uma palavra, as desloca, retira, arranja pra formar outras palavras.
Unida à Notaricone, serve para adivinhar o destino, por meio da descrição da pessoa, ou da coisa, cujo futuro se deseja descobrir. Transpõem-se as letras, nome e descrição dessa pessoa, ou dessas coisas, de maneira a formar novas palavras, relativas aos fenômenos da vida. Arruma-se as palavras em posições e frases. Forma-se, com as letras restantes, as iniciais de palavras novas e se lê. Há tantas profecias quantos são os profetas. Nenhuma adivinhação é capaz de fustigar tanto as imaginações. Esse procedimento é o mais empregado para anunciar, aos vulgares aderentes do ocultismo, de uma forma charlatanesca, a execução de um programa guardado no segredo dos altos graus, e, preparado para assegurar o sucesso da sua execução nos menores detalhes.
A Temurase substitui, ainda, cada letra de uma palavra por uma outra diferente, ocupando a mesma posição que a letra considerada, na série alfabética constituída de maneira diferente. O número das combinações possíveis desse gênero, com os 22 caracteres do alfabeto hebreu, é da ordem dos sextilhões. É nesse caso que os rabinos adotaram somente algumas combinações, conservando a ordem do alfabeto, mas trocando A por N, B por M ... ; tomando o alfabeto pelo avesso; trocando a letra que vale 1 pela que vale 9, a que vale 2 pela que vale 8, de maneira que a soma das letras trocadas seja igual a 10 ou a um múltiplo de 10...
Tal é o conjunto dos procedimentos empregados pela Cabala para cobrir a Verdade, para fazer da palavra um mistério. Procedimento único no mundo da cultura intelectual, e, de propaganda descarada, cegamento e mentira.
Para justificar esses procedimentos, os rabinos se apropriaram daquilo que Daniel teria empregado para interpretar a inscrição: Mane, Tequel, Phares. “Do mesmo modo, dizem eles, que Daniel teve o direito de explicar cada palavra da inscrição miraculosa, por uma sentença mais ou menos desenvolvida, assim também os rabinos da Sinagoga têm o direito de destacar as silabas, e as letras de uma palavra, para interpretá-las pelas sentenças das quais essas letras são os sinais exteriores”.
Todos esses procedimentos da Cabala iniciática têm, por objetivo principal, destruir, nas inteligências, a sã noção de Deus, de maneira a poder atribuir a divindade à esse calor natural que provocam, nos diferentes seres, o instinto sexual e os atos relativos à geração.
Tendo usurpado, na antiguidade, as palavras, as expressões, e as narrativas das Sagradas Escrituras (Bíblia), ao ponto de dar aos pagãos a idéia de buscar, nos Livros Sagrados, as palavras que apresentam analogia com os mistérios da sua própria idolatria, os pais da Cabala transmitiram, à sua posteridade, o cuidado de aplicar à suas obras as descrições históricas e proféticas das manifestações divinas. Seus herdeiros têm se esforçado, durante os séculos da era cristã, em usurpar, também, a linguagem dos Evangelhos, mexendo, particularmente, nos acontecimentos da natividade, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como, mexendo nas visões da águia de Pathmos.
É sempre o obstinado atentado da Carne indomável, da natureza humana, contra o Verbo de IHVH (Javé), o mesmo esforço do orgulho humano, que pretende se igualar a Deus, mas que não consegue, nada mais que fazer “empréstimos à besta”, "trocar pela mentira a verdade de Deus”, “perverter a graça em luxuria”, esforço condenado, desde o início, ao nada, porque, com procedimentos científicos, a Cabala chega a privar as palavras, e a linguagem, de todo valor ideológico, colocando-se em oposição formal com a natureza e o bom-senso.
Ela permite, por certo, combinar entre elas a equivalência numérica da gamatria com as anexações da Notaricone, e, a inovação da Temurase; trocar uma palavra qualquer por uma outra palavra, ou uma expressão, significando não importa qual idéia. Ora, a palavra que significa não importa o que for, não significa mais nada, e, não diz mais nada do que a paixão que a faz dizer.
Esse sistema é, portando, o fundamento da ciência dos rabinos, da arte dos adivinhos. Põe, em princípio, que os acontecimentos não foram adivinhados, profetizados, porque deviam acontecer, mas, que devem acontecer porque foram profetizados.
A Cabala é o conjunto das convenções e procedimentos de ensino, e a prática individual, familiar, social, política, diplomática, aceita de comum acordo pelos rabinos e os príncipes dos judeus, para transformar, no coração do povo de Israel e das nações, as noções tradicionais cristãs, em alegorias especiais, e para realizar, por meio desse absurdo agnosticismo, a conquista dos povos.
Daí as semelhanças caldéias, bramânicas, gnosóficas, druídicas, helênicas, nórdicas, indianas ... maçônicas. Daí o caráter gnóstico, teúrgico, hermético, alquímico, cabalístico, a aparência de todas as iniciações e redações, que variam, conforme as religiões e os costumes que se trata de atacar, e dissolver, para dar lugar ao império opressor dos judeus, aos costumes e religiões carnais.
Escritores católicos se perdem na interpretação dos fatos e dos escritos do ocultismo por, sem ter consciência, substituído as idéias do ensino oficial, ou as suas próprias, por idéias que não conhecem. *
Segundo a Cabala, as Sagradas Escrituras (Bíblia) seria a fixação escritural, por Moisés e seus sucessores, da cosmogonia e da geração, até então transmitidas oralmente a um pequeno número de iniciados. Moisés teria “revestido” a palavra com uma tal quantidade de símbolos que, “reencontrar a palavra perdida”, teria ficado como privilegio do pequeno número daqueles que teriam sabido guardar “a Chave da Ciência”. Além do mais, Moisés teria construído o povo judeu, de maneira a permitir-lhe construir, por sua vez, todos os povos do universo.
A obra-prima da revelação mosaica residiria no hieroglifismo criptográfico e aritmoléxico do alfabeto hebreu. Essa revelação estaria condensada no “tetragrama", “palavra de quatro letras”, “nome imposto” a deus: IHVH, que os profanos pronunciam IaHVeH, ou IeHoVaH, mas que os iniciados pronunciam apenas os nomes das letras: Iod, He, Vau, He. Essas quatro letras do nome pelo qual Deus é chamado, exprimiriam a divindade oculta na sua constituição, continuidade e universalidade, ao mesmo tempo que sua evolução e perpétuo vir a ser.
Toda as Sagradas Escrituras (Bíblia) inteira, e o ensinamento que a Cabala pretende que nela se dê, não seriam mais do que o desenvolvimento do “quadrilátero” mosaico, numa complicação de símbolos que somente o sábio cabalista pode chegar a destrinchar, perfeitamente a par de todas as relações possíveis entre as palavras, nomes, idéias, fatos e fenômenos.
* N.d.t. : a maçonaria se apoderou do ensino oficial. A iniciação judia, materialista, começa cedo.
Todas as iniciações da ciência oculta derivam do sentido convencional, atribuído pelos rabinos cabalistas, à forma geométrica, ao nome pedagógico dos caracteres do alfabeto hebreu, e ao seu valor numérico fixo. Foi, partindo daí, que o simbolismo oculto desenvolveu-se em inumeráveis figuras apavorantes, nas inverossímeis configurações.
Para juntar à Cabala as religiões e seitas que dela derivam, é necessário analisar e decifrar seus símbolos particulares, ver como eles copiam, de uma ou de outra, os métodos cabalísticos. Trabalho duro e longo, mas possível, que, por trás das diversas formulações, mostra a identidade de doutrina e disciplina das seitas, todas elas saídas da Cabala.
Os rabinos, a quem o gênio da língua hebraica não é estranho, têm o dever de guardar um inviolável segredo. Eles têm horror à versão helênica da Sagradas Escrituras (Bíblia), atribuindo-lhe todas as infelicidades de Israel. Os rabinos iniciados se calam. Os que não são, têm tão pouco conhecimento do hebraico quanto os cristãos menos instruídos. Muitos, caindo nas idéias grosseiras, perdem o verdadeiro sentido dos textos das Sagradas Escrituras (bíblicos) interpretados cabalisticamente, sentido completamente desenvolvido nos símbolos dos quais a Cabala manteve a tradição.
É, dessa tradição, que é necessário conhecer o sentido fundamental.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
ENCÍCLICAS DOS CONCÍLIOS PAN-ORTODOXOS CONTRA O NOVO CALENDÁRIO
Sigillion do Concílio Pan-Ortodox de 1583 Contra o Novo Calendário
A formação do SIGILLION Patriarcal de uma encíclica para os Cristãos Ortodoxos em todo o mundo para não aceitar o modernista Pascalion, ou calendário inovado com Menologion, mas para guardar o que foi uma vez para o bem e para todos formulado pelos trezentos e dezoito (318) Santos Padres Portadores de Deus do Primeiro Concílio Ecumênico, sob pena de excomunhão e penitência.
Para todos os verdadeiros cristãos filhos da Santa Igreja Católica Apostólica de Cristo e do Oriente residentes em Trigovysti e em todo o mundo, esteja a graça, a paz e a misericórdia do Deus Todo Poderoso.
Não é uma pequena turbulência para a antiga Arca, quando, violentamente sacudida pelos tormentos, é lançada sobre a superfície das águas, e não tinha o Senhor Deus lembrado Noé e entender que ainda existe água, e que não haveria uma esperança para todas. Assim também no que se refere à Nova Arca de nossa Igreja, contra os incrédulos, que lançaram uma guerra implacável sobre nós, por meio destes nós decidimos deixar uma nota para que vocês possam ter no que direcionarem está escrito aqui os meios de guarda e de defesa da Ortodoxia contra os inimigos.
Mas, a fim de que a composição como um todo esta usando a gente simples, temos decidido personificar o assunto, em linguagem comum, escrevendo como se segue: "A Linguagem Comum" Da velha Roma fizeram certas pessoas que ali aprenderam, a usarem os hábitos Latinos . A pior parte é que, por serem romanos da Rumelia nascidos e criados, eles não apenas mudaram a sua Fé, mas mesmo após a guerra contra os dogmas Ortodoxos e verdades da Igreja Oriental, que foram entregues a nós por Cristo e os divinos Apóstolos e os Santos Concílios dos Santos Pais.
Portanto, cortando fora estas pessoas como membros podres, nós ordenamos:
1) Que quem não confessa com o coração e a boca que ele é um filho da Igreja do Oriente (Leste) batizado na forma Ortodoxa (com os três completos mergulhos), e que o Espírito Santo procede somente do Pai, e hipostaticamente e essencialmente, como diz Cristo no Evangelho, está fora da nossa Igreja, e deve ser anatematizado (excomungado).
2) Que quem não confessa que, no Mistério da Santa Comunhão os leigos também devem participar de ambos os tipos, do Corpo e Sangue Precioso, mas ao contrário disser que ele deve participar apenas do corpo, e que isso é suficiente, porque aí está tanto a carne e o sangue, quando de fato Cristo morreu e administrou a cada um separadamente, e aqueles que fracassam não conseguindo guardar os costumes, deixem-os que todas essas pessoas sejam anatematizadas.
3) Que quem diz que nosso Senhor Jesus Cristo na Mística Ceia tinha pão ázimo (feito sem fermento), como o dos judeus, e não pão levedado, que é dizer, o pão com levedura, deixai-os para longe de nós e que seja anatematizado como tendo uma visão judaica e igual as de Apollinarius e trazendo dogmas dos armênios para a Igreja, no qual somará a este duplo anátema.
4) Quem diz que o nosso Cristo e Deus, quando ele vir para julgar-nos, não virá para julgar as almas juntamente com os corpos, ou almas incorporadas, ou virá só para julgar os corpos, que seja anatematizado.
5) Quem diz que as almas dos Cristãos que arrependidos, enquanto estão no mundo, mas que não conseguiram executar a sua penitência vão para o purgatório de fogo quando eles morrem, onde há chamas e castigo, e lá são purificados, que é simplesmente um mito grego antigo, e aqueles que, como Orígenes, pensam que o inferno não é eterno e, assim, dão ou oferecem a liberdade ou incentivo para o pecado, deixa-o e que todas essas pessoas sejam anatematizadas.
6) Que quem diz que o Papa é o chefe da Igreja, e não Cristo, e que ele tem autoridade para admitir pessoas ao Paraíso com suas cartas de indulgências ou outros passaportes, e pode perdoar pecados como muitos como uma pessoa pode cometer, se essa pessoa pagar dinheiro a receber dele estas indulgências, ou seja, as licenças para o pecado, que cada destas tais pessoas seja anátematizadas.
7) Que quem não quer seguir os costumes da Igreja como os Sete Concílios Ecumênicos decretado, e a Santa Pascoa, e o Menologion com que eles fizeram bem em faze-lo uma lei que nós devemos segui-la, e desejar seguir o novo Pascalion inventado e o novo Menologion dos astrônomos ateista do papa, e opõem a todas aquelas coisas e desejam subverter e destruir os dogmas e os costumes da Igreja que foram entregues pelos nossos pais, deixai-os sofrendo o anátema e que eles sejam postos fora da Igreja de Cristo e fora da congregação dos fieis.
8) Que os piedosos cristãos ortodoxos permaneçam fiéis ao que foi ensinado desde quando nascidos e a eles trazidos, e quando ao tempo chamá-los para se houver uma necessidade, que seu sangue seja vertido a fim proteger a Fé entregue por nossos Pais e por sua confissão: e que isso seja cuidado pelas pessoas como foram descritos ou consultados nos parágrafos antecedentes, a fim de que nosso senhor Jesus Cristo possa ajuda-los e ao mesmo tempo esteja com vocês e possam rezar por nossa mediocridade: amim.
Feito no Ano do Deus Homem de 1583 (MDLXXXIII), ano da indicção 12 de November 25 [no Calendário da Igreja]
+ JEREMIAS II, pela misericórdia de Deus, Arcebispo de Constantinopla Nova Roma e Patriarca Ecumênico
+ SILVESTRE, pela misericórdia de Deus, Papa e Patriarca de Alexandria e todo Egito e Juíz do Ecumene
+ SOFRONIOS, pela misericórdia de Deus, Patriarca de Jerusalém e toda Palestina e alem do Jordão
+ SILVESTRE, pela misericórdia de Deus, Papa e Patriarca de Alexandria e todo Egito e Juíz do Ecumene
+ SOFRONIOS, pela misericórdia de Deus, Patriarca de Jerusalém e toda Palestina e alem do Jordão
Na presença dos prelados do Concílio.
Sentença do Concílio Pan Ortodoxo de 1593
Contra o Novo Calendário
Ata Sinódica a respeito da rejeição do novo calendário, isto é, a inovação dos latinos a respeito da celebração da Santa Páscoa, do Santo e Sagrado e grande Sínodo, em nome de nosso senhor e Deus e salvador Jesus Cristo, tem sido reunido por nossa Santíssima Senhora Theotokos e Toda Bendita e Sempre Virgem Maria chamada a Paramythia, em Constantinopla, nos dias dos piedosissimos coroados por Deus o Rei de Moscou e Imperador de toda Rússia, Theodore Ivanovich, presidido acima pelos Santos Patriarcas Ortodoxos, isto é, Jeremias, Arcebispo de Constantinopla a Nova Roma e Patriarca Ecumênico, Sua Santidade Meletios, papa e patriarca da grande cidade Alexandria e juiz do Ecumêne, Sua Santidade o Patriarca Joaquim, patriarca da grande cidade de Deus Antioquia e todo o Oriente, e Sua Toda Santidade Sofronios, patriarca da cidade Santa de Jerusalém e toda a Palestina, na presença do iluminadíssimo Gregorios Atanasov, embaixador do rei acima mencionado [ e representante de trabalho do Santissimo, patriarca de Moscow e toda a Russia ], e na presença de todos Sagrados Hierarcas de cada eparquia da Igreja Oriental Ortodoxa…
Canon 8: Nós desejamos que aquilo que foi decretado pelos pais a respeito da Santa e Salutar Páscoa permaneça imutável… Deixem todos aqueles que ousaram transgredir as definições a respeito da Santa Festa da Salutar Ressurreição serem excomungados e serem rejeitados pela Igreja de Cristo.
Feito em 16 de Fevereiro do ano do Deus-Homem de 1593.
+ JEREMIAS II, pela misericórdia de Deus, Arcebispo de Constantinopla e Nova Roma e Patriarca Ecumênico.
+ MELETIOS, pela misericórdia de Deus, Papa e Patriarca de Alexandria e todo Egito e Juiz do Ecumene.
+ SOFRONIOS, pela misericórdia de Deus, Patriarca de Jerusalém e toda Palestina e além do Jordão
+ JOAQUIM, pela misericórdia de Deus, Patriarca da Grande Cidade de Deus Antioquia e todo o Oriente.
+ JÓ, pela misericódia de Deus, Patriarca de Moscou e toda Russia
Excerto de uma carta do Patriarca Dositeos de Jerusalém (1670)
Pela graça de Cristo, desde o tempo do Primeiro Concilio até o presente momento, a sagrada Páscoa sempre foi celebrada no domingo depois da Páscoa, da Lei, e nós nunca experimentamos qualquer confusão que possa nos trazer a necessidade de fazer alguma correção. Isso foi muito bem estabelecido pelos Santos Padres e deve permanecer eternamente irrepreensível. Erradamente fizeram os astrônomos contemporâneos da antiga Roma em remover dez dias do mês de outubro. Além disso, seu novo calendário provoca muita confusão e muitas causas para a desordem.
O Sagrado Sínodo da Santa Igreja Autocéfala da Romênia é de opinião e propõe que permaneçamos nele, onde nos encontramos hoje. Pois é impossível não violar as prescrições dos cânones se deveríamos desejar considerar alguma mudança ou reforma do calendário Juliano, com o qual a Igreja Ortodoxa viveu por um tempo tão grande. Além disso, não é permitido a nós tocarmos mesmo com o dedo as decisões antigas que constituem a glória da nossa Igreja.
Protocolo número:28.
Para Gregórios, Patriarca de Constantinopla.
Depois de receber o telegrama 29 de Sua Toda Santidade, o nosso Santo Sínodo foi convocado hoje e decidiu o seguinte: Vamos cumprir com as decisões do sínodo e rejeitamos qualquer adição ou qualquer alteração do calendário.
+ Fotios, Papa e Patriarca de Alexandria
(Carta do Patriarca Fócios deAlexandria, ao Metropolitana Crisóstomos Papadopoulos de Atenas, 1924).
Que nunca e em nenhuma circunstância teve a Santa Igreja de Alexandria, visto a necessidade ... para introduzir a correção do Calendário Cristão Ortodoxo em uso. Por isso, representando a Santa Igreja Ortodoxa de Alexandria, e nossos iminentes irmãos e concelebrantes em Cristo Deus, e aqueles quem pela graça de Deus representam as antigas e apostólicas Igrejas,isto é nomeadamente, o Patriarca da Grande Cidade de Deus, Antioquia e toda Anatólia, kyrios Gregorios, e o pai e Patriarca da Santa Cidade de Jerusaléme e toda a Palestina kyrios Damianos e o Arcebispo de Chipre kyrios Kirilos, em nossos telégrafos [ao Metropolita Crisóstomos (Papadopoulos) de Atenas] por anos, em resumo, responder [ao pedido de mudança do calendário] respondemos declarando as decisões, e muitas destas foram sinodais , que a mudança dessas coisas só poderia ser feito de forma pacífica, e somente se ela não é estranha à verdade, e que preferiamos aguardar a convocação de um Concilio de Todas as Santíssimas Igrejas de Deus, como a única possível e conclusão harmônica ...
Carta do Patriarca Gregorios IV Haddad de Antioquia a respeito do novo calendário (1924)
Os fatores políticos descreveram a mudança do calendário como um sintoma do progresso, mesmo se toda Igreja Oriental inteira segue o Calendário Juliano, apesar da violência empregada pelo estado para a aceitação do Gregoriano. A disposição a mudanças nas regras diante de nossos olhos e um grande perigo.
Sabe-se que a hierarquia da Grécia, desde o início, estamos por nós próprios em oposição a sua opinião sobre a questão de trazer o calendário da Igreja, em acordo com o calendário civil. E embora antes também conformamos com a decisão da maioria dos hierarcas e implementamos o novo calendário em nossas dioceses, fizemos isso por duas razões: primeiro, para que possamos evitar a resultar o cisma eclesiástico, e em segundo lugar, estávamos sempre embalados na esperança de que a hierarquia, buscando evitar a divisão dos fiéis, que da sua própria boa vontade voltasse para o Antigo Calendário eclesiástico das festas por amor aos fiéis, por quem Cristo morreu, mesmo que isso significasse que a hierarquia tivesse de sacrificar seu próprio desejo pessoal de honra.
O Tomo Alexandrino do Patriarca Melétios de Alexandria (1584)
A inovação do calendário romano causou muitos males: causou a agitação na Igreja, a confusão entre os povos, o escárnio aos Pais, o desprezo nos filhos, e o engano que assemelha-se àquele dos judeus. Os Romanos disseram que esta edição não é uma matéria da fé, e assim a inovação é sem dano. Oh, filhos humanos de duro coração…! Isso que parece insignificante realmente não é, na opnião de S. Basílio o Grande, quando produz grande dano. É uma coisa insignificante para incomodar a Igreja, para pôr nos ares na face dos Pais, e desprezar os comandos de Deus? Deus ordenou: "Não remover os antigos marcos que os pais tem ajustado."
Sentença do Concílio Pan Ortodoxo de 1593
Contra o Novo Calendário
Ata Sinódica a respeito da rejeição do novo calendário, isto é, a inovação dos latinos a respeito da celebração da Santa Páscoa, do Santo e Sagrado e grande Sínodo, em nome de nosso senhor e Deus e salvador Jesus Cristo, tem sido reunido por nossa Santíssima Senhora Theotokos e Toda Bendita e Sempre Virgem Maria chamada a Paramythia, em Constantinopla, nos dias dos piedosissimos coroados por Deus o Rei de Moscou e Imperador de toda Rússia, Theodore Ivanovich, presidido acima pelos Santos Patriarcas Ortodoxos, isto é, Jeremias, Arcebispo de Constantinopla a Nova Roma e Patriarca Ecumênico, Sua Santidade Meletios, papa e patriarca da grande cidade Alexandria e juiz do Ecumêne, Sua Santidade o Patriarca Joaquim, patriarca da grande cidade de Deus Antioquia e todo o Oriente, e Sua Toda Santidade Sofronios, patriarca da cidade Santa de Jerusalém e toda a Palestina, na presença do iluminadíssimo Gregorios Atanasov, embaixador do rei acima mencionado [ e representante de trabalho do Santissimo, patriarca de Moscow e toda a Russia ], e na presença de todos Sagrados Hierarcas de cada eparquia da Igreja Oriental Ortodoxa…
Canon 8: Nós desejamos que aquilo que foi decretado pelos pais a respeito da Santa e Salutar Páscoa permaneça imutável… Deixem todos aqueles que ousaram transgredir as definições a respeito da Santa Festa da Salutar Ressurreição serem excomungados e serem rejeitados pela Igreja de Cristo.
Feito em 16 de Fevereiro do ano do Deus-Homem de 1593.
+ JEREMIAS II, pela misericórdia de Deus, Arcebispo de Constantinopla e Nova Roma e Patriarca Ecumênico.
+ MELETIOS, pela misericórdia de Deus, Papa e Patriarca de Alexandria e todo Egito e Juiz do Ecumene.
+ SOFRONIOS, pela misericórdia de Deus, Patriarca de Jerusalém e toda Palestina e além do Jordão
+ JOAQUIM, pela misericórdia de Deus, Patriarca da Grande Cidade de Deus Antioquia e todo o Oriente.
+ JÓ, pela misericódia de Deus, Patriarca de Moscou e toda Russia
Excerto de uma carta do Patriarca Dositeos de Jerusalém (1670)
Pela graça de Cristo, desde o tempo do Primeiro Concilio até o presente momento, a sagrada Páscoa sempre foi celebrada no domingo depois da Páscoa, da Lei, e nós nunca experimentamos qualquer confusão que possa nos trazer a necessidade de fazer alguma correção. Isso foi muito bem estabelecido pelos Santos Padres e deve permanecer eternamente irrepreensível. Erradamente fizeram os astrônomos contemporâneos da antiga Roma em remover dez dias do mês de outubro. Além disso, seu novo calendário provoca muita confusão e muitas causas para a desordem.
Trecho da decisão do Concílio Local da Igreja de Jerusalém (5 de junho de 1903)
Qualquer decisão de alterar o calendário, de preferência para o calendário gregoriano, será para o detrimento da Ortodoxia.
Decisão do Sínodo Local da Igreja da Romênia contra o Novo Calendário (1903)
O Sagrado Sínodo da Santa Igreja Autocéfala da Romênia é de opinião e propõe que permaneçamos nele, onde nos encontramos hoje. Pois é impossível não violar as prescrições dos cânones se deveríamos desejar considerar alguma mudança ou reforma do calendário Juliano, com o qual a Igreja Ortodoxa viveu por um tempo tão grande. Além disso, não é permitido a nós tocarmos mesmo com o dedo as decisões antigas que constituem a glória da nossa Igreja.
Decisão do Sínodo Local da Igreja de Alexandria contra o Novo Calendário (1924)
Para Gregórios, Patriarca de Constantinopla.
Depois de receber o telegrama 29 de Sua Toda Santidade, o nosso Santo Sínodo foi convocado hoje e decidiu o seguinte: Vamos cumprir com as decisões do sínodo e rejeitamos qualquer adição ou qualquer alteração do calendário.
+ Fotios, Papa e Patriarca de Alexandria
Carta do Patriarca Fócios de Alexandria a respeito à introdução do novo calendário (1924)
(Carta do Patriarca Fócios deAlexandria, ao Metropolitana Crisóstomos Papadopoulos de Atenas, 1924).
Que nunca e em nenhuma circunstância teve a Santa Igreja de Alexandria, visto a necessidade ... para introduzir a correção do Calendário Cristão Ortodoxo em uso. Por isso, representando a Santa Igreja Ortodoxa de Alexandria, e nossos iminentes irmãos e concelebrantes em Cristo Deus, e aqueles quem pela graça de Deus representam as antigas e apostólicas Igrejas,isto é nomeadamente, o Patriarca da Grande Cidade de Deus, Antioquia e toda Anatólia, kyrios Gregorios, e o pai e Patriarca da Santa Cidade de Jerusaléme e toda a Palestina kyrios Damianos e o Arcebispo de Chipre kyrios Kirilos, em nossos telégrafos [ao Metropolita Crisóstomos (Papadopoulos) de Atenas] por anos, em resumo, responder [ao pedido de mudança do calendário] respondemos declarando as decisões, e muitas destas foram sinodais , que a mudança dessas coisas só poderia ser feito de forma pacífica, e somente se ela não é estranha à verdade, e que preferiamos aguardar a convocação de um Concilio de Todas as Santíssimas Igrejas de Deus, como a única possível e conclusão harmônica ...
Carta do Patriarca Gregorios IV Haddad de Antioquia a respeito do novo calendário (1924)
Os fatores políticos descreveram a mudança do calendário como um sintoma do progresso, mesmo se toda Igreja Oriental inteira segue o Calendário Juliano, apesar da violência empregada pelo estado para a aceitação do Gregoriano. A disposição a mudanças nas regras diante de nossos olhos e um grande perigo.
Primeira sentença do Santo Sínodo da Genuína Igreja Ortodoxa da Grécia (1935)
Agora, porém, após a passagem de uma década, vemos, por um lado, que uma divisão na Igreja não foi evitada e foi criada, mesmo sem nós por um segmento numeroso da população ortodoxa da Grécia, que, com zelo sagrado permaneceram fieis ao calendário festivo que nos foi transmitido pelos Pais, e por outro lado, vendo que a hierarquia não tem intenção de voltar ao caminho do calendário ortodoxo, do qual se desviou, agora acreditamos que as razões que também seguiram a nova igreja do novo calendário por motivos de economia eclesiásticas são deficientes.
Portanto, cumprindo o dever de nossa consciência, e conduzidos por um desejo para a unidade de todos os cristãos ortodoxos gregos sobre a fundação do calendário (eclesiástico) e Tradição Ortodoxa, nós fazemos conhecer o seguinte pelo Santo Sínodo:
Portanto, cumprindo o dever de nossa consciência, e conduzidos por um desejo para a unidade de todos os cristãos ortodoxos gregos sobre a fundação do calendário (eclesiástico) e Tradição Ortodoxa, nós fazemos conhecer o seguinte pelo Santo Sínodo:
Considerando que regem a hierarquia da Grécia, na inspiração e sugestão de seu presidente, Sua Beatitude [Crisóstomo Papadopoulos], de forma unilateral e não canônica, introduzindo na Igreja o calendário Gregoriano, apesar de os decretos dos Santos Sete Concílios Ecumênicos e à antiga prática da Igreja Ortodoxa;
Considerando que a hierarquia que rege a Grécia, com a introdução do calendário gregoriano em nosso culto divino, sem o consentimento de todas as Igrejas Ortodoxas, quebrou, assim, a unidade universal da Igreja Ortodoxa na celebração das festas e dividiu os cristãos em duas partes opostas por conta do calendário;
Considerando que a hierarquia que rege a Grécia, através da aplicação do novo calendário, considerou em zero os divinos e sagrados cânones que regem o que pertence ao nosso Culto Divino, especialmente no que diz respeito ao Jejum dos Santos Apóstolos, que é muitas vezes completamente abolida (como é, por exemplo, este ano);
Considerando que a hierarquia que rege a Grécia, independentemente do quanto ela insista que ela deixou o cânon concernente a Festa da Ressurreição (Páscoa) intocadas e que celebra a Páscoa segundo o calendário antigo, [no entanto], através da aplicação do calendário gregoriano, unilateralmente, não pôde evitar indiretamente violar este cânon [ ] também quando mudou o calendário festivo do ciclo anual das leituras dos Evangelhos dos Domingos, os jejuns, e os outros serviços da Igreja, que estão inextricavelmente ligados com o cânone que foi instituído pelo Primeiro Concílio Ecumênico;
Considerando que a hierarquia que rege a Grécia, por sua introdução unilateral e anti-canônica do calendário gregoriano, já separou-se da unidade que a Igreja Ortodoxa possuía em seu Culto Divino no que respeita à celebração das festas, e tem dividido os cristãos em dois partidos de oposição por causa do calendário, e indiretamente violado também a doutrina do Símbolo da Fé sobre a "Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja";
Considerando, finalmente, porque de todas as razões acima referidas, a hierarquia que rege a Grécia, no espírito, separou-se e isolou-se fora dos cânones sagrados e todo o inteiro Corpo da Ortodoxia, e potencialmente, e em essência [δυνάμει καὶ κατ 'ουσíαν] declarou-se a si mesma cismática, de acordo com a determinação da comissão de especialistas em direito canónico, teólogos e professores da Universidade [de Atenas], que foram designados para estudar a questão do calendário (um dos membros da comissão naquele momento, Sua Beatitude, o Arcebispo de Atenas, que era um Professor de História em nossa Universidade nacional);
Portanto, na apresentação do protesto que temos aqui incorporado, nós declaramos que, doravante, cortaremos todas as relações e comunhão eclesial com [a hierarquia novo calendário da Grécia], já que permanece na inovação do calendário, e assumimos a liderança espiritual e pastoral eclesiástica do povo grego ortodoxo, que se mantiveram fiéis ao calendário juliano de nossos pais. Ao trazer isso para a atenção da hierarquia que rege, que prezamos boas esperanças de que ele irá perceber a grande responsabilidade que tem nos olhos de Deus, da Igreja Ortodoxa e da nação, que se dividem desnecessariamente em duas partes em confronto religioso, e que irá rever a sua decisão quanto ao calendário da Igreja, e será movido de sua boa vontade para restaurar na Igreja o calendário festivo tradicional, enquanto o governo mantém o novo calendário, de acordo com o Decreto Real de 1923, e, assim, remover o escândalo que foi criado e também restaurar a paz da Igreja.
Saudamos vos com um abraço fraterno.
Atenas, 15 de Maio de 1935.
O Santo Sínodo dos Genuínos Cristãos Ortodoxos
O Santo Sínodo dos Genuínos Cristãos Ortodoxos
+ Germanos de Demetrias
+ Crisostomos, anteriormente de Florina
+ Crisostomos de Zakintos
+ Germanos de Demetrias
Segunda sentença do Santo Sínodo da Genuína Igreja Ortodoxa da Grécia (1935)
Encíclica Pastoral para o povo Ortodoxo Grego.
Injustamente condenados pelo Sínodo cismático à deposição e prisão de cinco anos em mosteiros, e apreendido pela força pelo governo (que se tornou o braço executório da Arquidiocese, que, por uma simples palavra, colocou-se acima dos Cânones Divinos, a Carta e Constituição da Grécia), porque nós tivemos a coragem e a força espiritual para levantar a bandeira gloriosa e venerável da Ortodoxia, consideramos nosso dever pastoral, antes de sair para dirigir as advertências a seguir a vocês que aderem ao calendário festivo Ortodoxo dos nossos pais;
Apesar de seguirmos fielmente a exortação do Apóstolo: "Permanecei firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavras ou por nossas cartas", não deixamos de lutar por todos os meios lícitos e cristãos para o fortalecimento e a vitória da nossa luta sagrada , que olha para a restauração do calendário ortodoxo e patrístico festivo no seio da Igreja, só isso pode restabelecer a autoridade da diminuição da Igreja Grega Ortodoxa e trazer de volta a paz e a unidade do povo Grego Ortodoxo.
Pelos julgamentos que o Senhor sabe, a maioria da hierarquia da Igreja Grega, sob a influência e por iniciativa do seu presidente, colocou o borrão do cisma sobre o que até agora tinha sido o seu puro e verdadeiro rosto Ortodoxo, ao rejeitar o Calendário Festivo ortodoxo, que foi consagrado pelos Sete Concílios Ecumênicos e ratificado pela prática secular da Igreja Ortodoxa Oriental e substituido com o calendário papal.
É claro, que este cisma do povo Grego Ortodoxo foi criado por uma maioria da hierarquia, que esqueceu sua missão sagrada e nacional do antigo slogan grego: "Luta pela Ortodoxia e pela liberdade Grega", e que, sem o acordo de todas as Igrejas Ortodoxas, apresenta o calendário festivo papal em nosso culto divino, dividindo, assim, não só as Igrejas ortodoxas, mas também os cristãos ortodoxos em dois campos opostos.
Ao assumir o pastorado da população Ortodoxa Grega que segue o Calendário Festivo Ortodoxo de nossos pais, e consciente do juramento de fé que teve que se manter tudo o que temos recebido dos Sete Concílios Ecumênicos, nós repudiamos toda inovação e não podemos deixar de proclamar como cismáticos a Igreja do Estado, que aceitou o calendário festivo papal que foi descrito pelos Concílios Pan-ortodoxos como uma inovação dos hereges e como um atropelo arbitrário sob os pés dos divinos e sagrados cânones e das tradições eclesiásticas.
Por conta disso, aconselhamos a todos que seguem o Calendário Festivo Ortodoxo não ter comunhão espiritual com a Igreja cismática e seus ministros cismáticos, de quem a graça do Todo-Santíssimo Espírito partiu, uma vez que têm aviltado a resolução dos Padres dos Sete Concílios Ecumênicos e de todos os Concílios Pan-ortodoxos que condenaram o festivo calendário gregoriano. O fato de que a Igreja cismática não tem a graça do Espírito Santo está confirmado por São Basílio, o Grande, que diz: "Mesmo que os cismáticos não cometeram um erro de doutrina, mas porque Cristo é a Cabeça do Corpo da Igreja, segundo o divino apóstolo, e dele todos os membros recebem aumento e força espiritual] [os cismáticos foram arrancados a consonância dos membros do órgão e não tem mais a graça do Espírito Santo habitando com eles. E como, na verdade, eles não podem transmitir aos outros o que não tem? "
Enquanto a Igreja cismática impõe opressiva e intoleráveis medidas a fim de violar a nossa consciência Ortodoxa, vos exortamos a suportar todas as coisas e preservar a herança Ortodoxa intacta e imaculada, como nós o recebemos de nossos piedosos Pais, tendo nós tão luminosos e fortificantes exemplos, vendo que não tinhamos medo, mesmo nos anos de declínio das nossas vidas, para suportar com coragem e dignidade as medidas fanáticos e medievais do nosso exílio e prisão, em mosteiros, como estavamos em prisões.
Estimando-a como honra, glória e alegria, segundo o Apóstolo, que ordena que nos alegremos e ostentemos em nossos sofrimentos, em nome de Cristo, aconselhamos que vocês também tenham a resistência e a persistência destas dores e aflições, e males, e ultrajes para o qual vocês serão submetidos por uma Igreja que é cismática e sempre com esperança em Deus, que não vai permitir que vocês sejam tentados acima do que vocês são capazes de suportarem, e que, na sua infinita e insondável longanimidade, será bem -o prazer de esclarecer àqueles que, da inocência, foram desviados e seguem o calendário festivo papal, e no final Ele possa conceder-lhes o triunfo da ortodoxia e da unidade dos que carregam o nome de Cristo, o povo Ortodoxo grego , para os quais lutamos para a glória de Cristo, cuja graça e misericórdia infinita esta com todos vocês.
21 de Junho de 1935
O Santo Sínodo dos Genuínos Cristãos Ortodoxos.
+ Crisostomos de Florina
+ Crisostomos de Zakintos
+ Germanos das Ciclades
+ Policarpo de Diavlia
+Cristoforos de Megaris
+ Mateus de Brestena
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Contra o espiritismo e heresias do genero reencarnacionistas e fenomenalistas como o pentecostalismo.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
A Verdadeira Sucessão Apostólica só existe com a Verdadeira Confissão de Fé
De acordo com os ensinamentos dos Santos Pais, bispos, que se encontram em heresia ou cisma não podem exercer a autoridade de um verdadeiro bispo, e não podem executar válidas consagrações dos bispos.
De acordo com o artigo 68. dos Cânones Apostólicos: "Se algum bispo ou presbítero, ou Diácono aceita uma segunda ordenação de alguém, e deixá-o quem ordenou-o que seja deposto. A menos que seja estabelecido que a sua ordenação, foi realizada por hereges. Pois os que foram batizados ou ordenados por essas pessoas não podem ser fiéis cristãos ou clérigos ".
No seu 1. Canon, St. Basilios, o Grande declarou: "Quanto aos Cátaros, eles também são classificados como cismáticos. No entanto, afigurou-se melhor para as antigas autoridades os quais, quero dizer, que formam o partido de Cipriano e os nossos próprios os Firmilianos, classificamos todos sob uma cabeça, incluindo Cátaros e Encratitas e Aquarianos e Apotactitas; porque no início, bastava a verdade, através da separação resultou o cisma, mas aqueles que os sucederam na Igreja não tinham a graça do Espírito Santo sobre eles; cessaram com a interrupção do serviço. Pois embora os que foram os primeiros a afastar tinham sido ordenado pelo Padres e com a imposição de suas mãos que tinham obtido o gracioso dom do Espírito, mas depois rompendo com eles se tornaram leigos, e não tinham qualquer autoridade para batizar ou ordenar a ninguém, nem podiam transmitir a graça do Espírito para os outros, depois que eles próprios tinham perdido isso ... "
Em relação a um herege chamado de Maximos, o Cínico, que foi consagrado bispo de Constantinopla pelos hereges Arianos do Egito, ao contrário do que o conhecimento e a vontade de São Gregório o Teólogo, o Verdadeiro Bispo Ortodoxo residente em Constantinopla, o 4. Canon do Segundo Concílio Ecumênico declarou: "Com relação a Maximos o Cínico, e os distúrbios causados por ele, em Constantinopla, fica decretado que Maximos nem foi e nem é um bispo, e que nem os ordenados por ele têm o direito de exercer qualquer posto clerical qualquer que seja. Deixem todos unidos a ele ou serão por eles anulados. " (IV Canon do Segundo Concílio Ecumênico.)
Portanto, um bispo ortodoxo que adere a heresia ou cisma não pode executar válidos sacramentos, e, portanto, ele não passa a não possuir a consagração episcopal. E a Pan-heresia do ecumenismo não é uma exceção a esta regra. Esta heresia primeiramente entrou no campo da Igreja Ortodoxa, pela primeira vez através da blasfema encíclica Patriarcal de 1920, que por razões de aproximação com os hereges anglicanos e protestantes, formou o plano dos onze pontos para a destruição da Igreja Ortodoxa, o primeiro ponto a isto foi a introdução do novo calendário. Ecumenismo passou a ser mais propagado, em círculos Ortodoxos através de concelebrações conjuntas realizadas pelo Patriarca Ecumênico Meletios Metaxakis com os anglicanos, e com o reconhecimento das ordens anglicanas e seus mistérios, e estabelecimento de comunhão eclesial com os heréticos Anglicanos. Esta heresia foi ainda alimentada pelo cisma dos Renovacionistas cisma em 1922 na Rússia, o "Congresso Pan-ortodoxo" de 1923, em Constantinopla, no qual a maioria dos membros eram maçons e leigos, enquanto o bispo anglicano de Oxford foi aceito como membro de um válido "Concílio", como se os Anglicanos tivessem algo a dizer nos assuntos da Igreja Ortodoxa. Mas a heresia foi posta em prática em um nível mais elevado, que englobou todas as fileiras dos membros da Igreja, através do Novo Calendarismo dividiram em 1924, na Grécia, Romênia e Constantinopla; com o cisma Sergianista de 1927 na Rússia; os Novos Calendaristas dividiram em 1928, Alexandria e Chipre. Por último, a Pan-heresia do ecumenismo foi trazido ao seu objectivo final, quando as "Igrejas" do mundo ortodoxo tornaram-se membros fundadores do Conselho Mundial de Igrejas em 1948, no seu primeiro congresso em Amsterdã.
É verdade que as "Igrejas" da Ortodoxia Mundial só começaram as atividades ecumênicas e concelebrações com os Papistas em ou após o ano 1964, a suspensão dos anátemas. No entanto, foram os Papistas que entraram no movimento ecumênico no mesmo ano, concluídas nas decisões do Concílio Vaticano II, e não os ortodoxos. Pois as "Igrejas" do mundo ortodoxo, ao contrário, já estavam envolvidas no movimento ecumênico, em um nível oficial desde 1920, especialmente com os anglicanos. Muitos "primazes" do mundo ortodoxo, como o "Patriarca" Atenágoras de Constantinopla, foram efectivamente hostis para com os Papists, mas não por causa das suas heresias, mas sim porque ao longo dos anos 1920-1964, enquanto o mundo ortodoxo foi infiltrado pelos maçons e Ecumenistas , os Papistas, por outro lado, condenavam oficialmente a Maçonaria e não eram membros do movimento ecumênico ou do Conselho Mundial de Igrejas. Portanto, não se podia dizer que o Mundo Ortodoxo caiu no Ecumenismo em 1964, pela união com os Papistas. Pelo contrário, foram os Papistas que caíram no Ecumenismo em 1964, pelo seu desejo de união com os anglicanos, protestantes e a pseudo Ortodoxia Mundial. Em qualquer caso, a atividade ecumênica e concelebrações entre os hierarcas da Ortodoxia Mundial e os anglicanos e protestantes, que ocorreram a partir de 1920 em diante, não pode ser considerados menos heréticos ou blasfemos do que as atividade ecumênicas e concelebrações com os Papistas iniciadas em 1964. Pois os anglicanos estavam muito mais longe da Fé do que os Papistas, mantendo-se não só o filioque, mas também a negar os mistérios salvíficos da Igreja como o batismo e a comunhão, negando o título da Theotokos como a sempre Virgem Maria, permitindo um episcopado casado, e várias outras crenças e práticas estranhas à Igreja Ortodoxa.
Portanto, não se pode negar que a Pan-heresia do ecumenismo entrou realmente no Oriente Ortodoxo, em 1920, e com os consequentes cismas, a saber, o Renovacionismo, Novo Calendarismo e Sergianismo são reais cismas e heresias, e potencialmente e em verdade, privaram muitos hierarcas que caíram nestes cismas e heresias e os privaram do válido episcopado não podendo consagrar sacerdotes ou bispos. Assim, tais consagrações realizadas por cismáticos ou bispos heréticos sejam eles Renovacionistas, Novos Calendaristas e Sergianistas sob quaisquer circunstâncias possuem a Sucessão Apostólica, e só podem ser corrigidos pelo retorno desses bispos à Verdadeira Igreja Ortodoxa por renúncia e confissão.
De acordo com o artigo 68. dos Cânones Apostólicos: "Se algum bispo ou presbítero, ou Diácono aceita uma segunda ordenação de alguém, e deixá-o quem ordenou-o que seja deposto. A menos que seja estabelecido que a sua ordenação, foi realizada por hereges. Pois os que foram batizados ou ordenados por essas pessoas não podem ser fiéis cristãos ou clérigos ".
No seu 1. Canon, St. Basilios, o Grande declarou: "Quanto aos Cátaros, eles também são classificados como cismáticos. No entanto, afigurou-se melhor para as antigas autoridades os quais, quero dizer, que formam o partido de Cipriano e os nossos próprios os Firmilianos, classificamos todos sob uma cabeça, incluindo Cátaros e Encratitas e Aquarianos e Apotactitas; porque no início, bastava a verdade, através da separação resultou o cisma, mas aqueles que os sucederam na Igreja não tinham a graça do Espírito Santo sobre eles; cessaram com a interrupção do serviço. Pois embora os que foram os primeiros a afastar tinham sido ordenado pelo Padres e com a imposição de suas mãos que tinham obtido o gracioso dom do Espírito, mas depois rompendo com eles se tornaram leigos, e não tinham qualquer autoridade para batizar ou ordenar a ninguém, nem podiam transmitir a graça do Espírito para os outros, depois que eles próprios tinham perdido isso ... "Em relação a um herege chamado de Maximos, o Cínico, que foi consagrado bispo de Constantinopla pelos hereges Arianos do Egito, ao contrário do que o conhecimento e a vontade de São Gregório o Teólogo, o Verdadeiro Bispo Ortodoxo residente em Constantinopla, o 4. Canon do Segundo Concílio Ecumênico declarou: "Com relação a Maximos o Cínico, e os distúrbios causados por ele, em Constantinopla, fica decretado que Maximos nem foi e nem é um bispo, e que nem os ordenados por ele têm o direito de exercer qualquer posto clerical qualquer que seja. Deixem todos unidos a ele ou serão por eles anulados. " (IV Canon do Segundo Concílio Ecumênico.)
Portanto, um bispo ortodoxo que adere a heresia ou cisma não pode executar válidos sacramentos, e, portanto, ele não passa a não possuir a consagração episcopal. E a Pan-heresia do ecumenismo não é uma exceção a esta regra. Esta heresia primeiramente entrou no campo da Igreja Ortodoxa, pela primeira vez através da blasfema encíclica Patriarcal de 1920, que por razões de aproximação com os hereges anglicanos e protestantes, formou o plano dos onze pontos para a destruição da Igreja Ortodoxa, o primeiro ponto a isto foi a introdução do novo calendário. Ecumenismo passou a ser mais propagado, em círculos Ortodoxos através de concelebrações conjuntas realizadas pelo Patriarca Ecumênico Meletios Metaxakis com os anglicanos, e com o reconhecimento das ordens anglicanas e seus mistérios, e estabelecimento de comunhão eclesial com os heréticos Anglicanos. Esta heresia foi ainda alimentada pelo cisma dos Renovacionistas cisma em 1922 na Rússia, o "Congresso Pan-ortodoxo" de 1923, em Constantinopla, no qual a maioria dos membros eram maçons e leigos, enquanto o bispo anglicano de Oxford foi aceito como membro de um válido "Concílio", como se os Anglicanos tivessem algo a dizer nos assuntos da Igreja Ortodoxa. Mas a heresia foi posta em prática em um nível mais elevado, que englobou todas as fileiras dos membros da Igreja, através do Novo Calendarismo dividiram em 1924, na Grécia, Romênia e Constantinopla; com o cisma Sergianista de 1927 na Rússia; os Novos Calendaristas dividiram em 1928, Alexandria e Chipre. Por último, a Pan-heresia do ecumenismo foi trazido ao seu objectivo final, quando as "Igrejas" do mundo ortodoxo tornaram-se membros fundadores do Conselho Mundial de Igrejas em 1948, no seu primeiro congresso em Amsterdã.
É verdade que as "Igrejas" da Ortodoxia Mundial só começaram as atividades ecumênicas e concelebrações com os Papistas em ou após o ano 1964, a suspensão dos anátemas. No entanto, foram os Papistas que entraram no movimento ecumênico no mesmo ano, concluídas nas decisões do Concílio Vaticano II, e não os ortodoxos. Pois as "Igrejas" do mundo ortodoxo, ao contrário, já estavam envolvidas no movimento ecumênico, em um nível oficial desde 1920, especialmente com os anglicanos. Muitos "primazes" do mundo ortodoxo, como o "Patriarca" Atenágoras de Constantinopla, foram efectivamente hostis para com os Papists, mas não por causa das suas heresias, mas sim porque ao longo dos anos 1920-1964, enquanto o mundo ortodoxo foi infiltrado pelos maçons e Ecumenistas , os Papistas, por outro lado, condenavam oficialmente a Maçonaria e não eram membros do movimento ecumênico ou do Conselho Mundial de Igrejas. Portanto, não se podia dizer que o Mundo Ortodoxo caiu no Ecumenismo em 1964, pela união com os Papistas. Pelo contrário, foram os Papistas que caíram no Ecumenismo em 1964, pelo seu desejo de união com os anglicanos, protestantes e a pseudo Ortodoxia Mundial. Em qualquer caso, a atividade ecumênica e concelebrações entre os hierarcas da Ortodoxia Mundial e os anglicanos e protestantes, que ocorreram a partir de 1920 em diante, não pode ser considerados menos heréticos ou blasfemos do que as atividade ecumênicas e concelebrações com os Papistas iniciadas em 1964. Pois os anglicanos estavam muito mais longe da Fé do que os Papistas, mantendo-se não só o filioque, mas também a negar os mistérios salvíficos da Igreja como o batismo e a comunhão, negando o título da Theotokos como a sempre Virgem Maria, permitindo um episcopado casado, e várias outras crenças e práticas estranhas à Igreja Ortodoxa.
Portanto, não se pode negar que a Pan-heresia do ecumenismo entrou realmente no Oriente Ortodoxo, em 1920, e com os consequentes cismas, a saber, o Renovacionismo, Novo Calendarismo e Sergianismo são reais cismas e heresias, e potencialmente e em verdade, privaram muitos hierarcas que caíram nestes cismas e heresias e os privaram do válido episcopado não podendo consagrar sacerdotes ou bispos. Assim, tais consagrações realizadas por cismáticos ou bispos heréticos sejam eles Renovacionistas, Novos Calendaristas e Sergianistas sob quaisquer circunstâncias possuem a Sucessão Apostólica, e só podem ser corrigidos pelo retorno desses bispos à Verdadeira Igreja Ortodoxa por renúncia e confissão.
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Quem sou eu
- A Verdadeira e Única Igreja de Cristo
- Attikis, Greece
- Sacerdote ortodoxo e busco interessados na Santa Fé, sem comprometimentos com as heresias colocadas por aqueles que não a compreendem perfeitamente ou o fazem com má intenção. Sou um sacerdote membro da Genuina Igreja Ortodoxa da Grecia, buscamos guardar a Santa Tradição e os Santos Canones inclusive dos Santos Concílios que anatematizam a mudança de calendário e aqueles que os seguem, como o Concílio de Nicéia que define o Menaion e o Pascalion e os Concílios Pan Ortodoxos de 1583, 1587, 1593 e 1848. Conheça a Santa Igreja neste humilde blog, mas rico no conteúdo do Magistério da Santa Igreja. "bem-aventurado sois quando vos insultarem e perseguirem e mentindo disserem todo gênero de calúnias contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos pois será grande a vossa recompensa no Reino dos Céus." "Pregue a Verdade quer agrade quer desagrade. Se busca agradar a Deus és servo de Deus, mas se buscas agradar aos homens és servo dos homens." S. Paulo. padrepedroelucia@gmail.com
